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Cerca de 200 mil servidores públicos do Equador deverão iniciar na próxima segunda-fera (15) uma greve por tempo indeterminado. Segundo o presidente da Confederação nacional dos Servidores, Jaime Espinoza, as reivindicações são uma elevação do salário médio da categoria, de US$ 60 para US$ 240, e o cancelamento da dolarização da economia equatoriana.
"Estamos exigindo que o governo reavalie os salários, que o processo de dolarização não seja concretizado e que seja decretada uma anistia para todos os que participaram do afastamento do ex-presidente Jamil Mahuad", disse Espinoza.
Mahuad foi afastado em 21 de janeiro, em um levante que teve apoio dos militares. Ele foi substituído por seu vice, Gustavo Noboa, que assinou as leis da dolarização em março. Noboa pediu anistia aos participantes do levante de janeiro, mas seu pedido foi recusado pelo Congresso equatoriano.